“A justiça sustenta numa das mãos a balança que pesa o direito, e na outra, a espada de que se serve para o defender. A espada sem a balança é a força brutal; a balança sem a espada é a impotência do direito” - Rudolf Von Ihering



segunda-feira, 14 de março de 2011

Lágrimas escondidas atrás de um sorriso

Via google 
Aproveitando o feriado, nessa terça-feira de carnaval, estive lendo um livro muito interessante e que motivou o título dessa postagem. Esse livro me fez percorrer caminhos que até então não havia percorrido. Caminho que, caso não observados alguns traços característicos, não permite o regresso. Li uma frase, determinado dia, cujo autor não conheço que diz mais ou menos assim: “desinformar para manipular.”

Lamentavelmente é e sempre foi a mais pura verdade. Dizem que mais propensos à manipulação são os incultos. Não sei até que ponto. Estudo com pessoas que ostentam vasto conhecimento e, no entanto, são vítimas da massa manipuladora. Se percebem... (?) Penso que não.     

Atribuo parcela significativa do caos que a humanidade está caminhando à mídia. Não me refiro, porém, aos profissionais comprometidos com a ética e que zelam pelo profissionalismo acima de tudo. O caminho que maus profissionais traçam às pessoas desatentas é impressionante.

Caminhos de engano, através de matérias cujo teor das informações prestadas não condiz com a verdade. O que é pior: as vítimas dessas matérias fraudulentas sequer têm direito de resposta. Assim, àqueles que são induzidos aos caminhos tortuosos por esses profissionais descomprometidos, dificilmente conseguem encontrar o caminho da lucidez.

Ficam, assim, mais que notório, as lágrimas escondidas atrás de um sorriso (veja aqui).

sábado, 12 de março de 2011

VOCÊ ACREDITA EM MILAGRES?


“E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de vestes de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço.”
(Gênesis 41.42)

“Porque para Deus nada é impossível.”
(Lucas 1.37)
... Perguntaram, então: “Você acredita em milagres?”.
José do Egito se surpreendeu.
Não esperava por esse tipo de pergunta.
Fitou o entrevistador com firmeza.

Todos, ao redor, esperavam alguma resposta de sua parte.
Inteligentemente articulada.
Teologicamente embasada, quiçá.

Mas, por algum motivo, ele não conseguiu falar.
Travou. As ideias não se encontraram.
Lentamente, cerrou os lábios... e abriu os olhos.

Visualizou seu exterior...
Na mão, um anel de autoridade.
No corpo, uma vestimenta real.
No pescoço, um colar especial.

Percorreu seu interior...
Nos pulmões, oxigênio.
Nas veias, vida.
No coração, Deus.

Ontem, poço; hoje, trono.
Foi demais...

De repente, uma lágrima roubou a cena.
José respirou fundo.
Preferiu, sinceramente, emudecer a falar.
Todos compreenderam, é claro.

Silêncio eloquente. Silêncio sonoro.
A tolice da pergunta foi compensada pela beleza da resposta.
Melhor assim.
Afinal, como ousaria José interromper a sutileza do falar de Deus?!...

(**)Ney Stany Morais Maranhão - capturado aqui.

sexta-feira, 11 de março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

CIDADE INDESEJADA

Introspectiva momentânea feita por quem não deveria sequer se submeter a qualquer tipo de introspecção. Caros, fato interessante se deu comigo nesses últimos dias, quando a caminho da faculdade resolvi atentar para uma cidade, que fica próxima a um dos portões de entrada.
Não suportei prosseguir diante da inquietação que por ora tomara conta de mim e parei frente à cidade. Fiquei ali durante alguns minutos e diante do silêncio que imperava no local fui aprofundando cada minuto mais nessa introspecção e uma série de indagações surgiu.
Conheci pessoas que, ao entrarem nessa cidade, deixam para trás, sonhos, desejos, fortuna, títulos acadêmicos e outras coisas mais e de lá não mais saíram e, pasmem!, muitos se apressaram em lá entrar. Entretanto, a discrepância mais relevante se deu quando percebi que estava tentando fugir da ideia de que um dia lá também estarei.  
Após alguns instantes ali parado pensando exatamente em como a vida é bela ainda que estejamos sujeitos a tantas decepções, resolvi seguir meu caminho ruma à faculdade. Sabendo, porém, que a entrada nessa cidade é inevitável.
Mais alguns passos e virei-me, câmera em mãos, nesse momento um pouco mais distante quando tentando ser, por alguns minutos, algo próximo a um fotógrafo tirei a foto acima.  
Chegando à faculdade, resolvi falar sobre esse momento de introspecção para um amigo porém logo fui advertido de que o assunto é extremamente fúnebre.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Com as suas mãos - SARAMAGO

Quem trabalha a forma trabalha o conteúdo, quem trabalha o conteúdo trabalha a forma. Comparo o trabalho ao computador com o trabalho do oleiro. O oleiro agarra num bocado de barro, põe-no no torno, o torno gira e ele começa a trabalhar o barro até chegar à forma que quer. Há qualquer coisa de artesanal com o trabalho no computador.