“A justiça sustenta numa das mãos a balança que pesa o direito, e na outra, a espada de que se serve para o defender. A espada sem a balança é a força brutal; a balança sem a espada é a impotência do direito” - Rudolf Von Ihering



segunda-feira, 31 de maio de 2010

Circuito Bradeso

Mais uma vez nos reunimos, neste domingo (30), para participarmos de uma prova de pedestrianismo realizada na cidade de Bauru/SP. Prova que contou com aproximadamente 700 atletas. Para chegarmos à cidade de Bauru a viagem é rápida, considerando que são aproximadamente setenta km de distância entre Garça/Bauru.

Para alegria geral da nação garcense, nossa equipe contou com a presença de três novas integrantes. Aceitando convite do professor de educação física Webber, a Dra. Andréia, Ana Eloisa e a Conceição prestigiaram o evento. Disseram elas, após o evento, que a experiência foi muito boa. Considerando que elas costumam treinar somente na esteira e, levando em conta ser a distância pequena na corrida em comento (6000 mil metros), o convite foi aceito prontamente. Disseram mais: que a impressão causada foi positiva e que pretendem voltar nas edições posteriores.

Eu, por ser um corredor intermediário, ao passar pelos 3 km pude perceber, no sentido oposto que a disputa estava acirrada entre o queniano e os três brasileiros que o acompanhavam. Ao cruzar a linha de chegada minha alegria foi ainda maior em razão de saber que os brasileiros, no masculino, ficaram com o primeiro, segundo e quarto lugares, já o queniano (terceiro), ótimo corredor, sentiu um pouco o trajeto que, em sua maior parte composto de muita subida.

Após meu retorno à pratica de atividades físicas, tenho tentado superar-me corrida após corrida. Nessa, consegui um novo feito. Baixei meu tempo em dois minutos. Para isso, desgastei-me muito, mas foi gratificante. Isso poderia ser diferente desde que eu dispusesse de mais tempo para treinar bem como para estudar, trabalhar etc. Ah, tempo? Muitos enfrentam esse mesmo problema e souberam encontrar a solução mais adequada! Vou descobrir a essência da receita que eles fizeram uso. Háhaha!

Como eu estava falando, baixei meu tempo na distância em dois minutos. Mais uma conquista! Agora, vou apresentar os meus colegas de equipe. Seguindo a sequência da esquerda para direita em pé: Ana Eloisa; Rafael Yhamada; José Augusto; Tsuneu Yhamada; João Yano; Conceição e a Dra. Andréia.

Agachados: professor Webber; Cristiano Maximiliano; Eu e Wilton Dias.


sábado, 29 de maio de 2010

Prova difícil

O grau de dificuldade enfrentado nessa prova de Direito Processual Civil foi um dos piores durante minha trajetória. Assim que o professor distribuiu as provas e fez uma sucinta leitura das questões, por um momento cheguei a pensar que estava diante do “Muro das lamentações.” Em dado momento da prova o professor flagrou dois alunos consultando os neurônios dos demais colegas. Fez o que qualquer um faria, ou seja, tomou as provas. O desespero por parte dos alunos foi total.

Nos momentos que antecedem as provas, aqui, na faculdade, consegui detectar vários adeptos ao complexo nacional “Estalo de Vieira” e “Jeitinho brasileiro.” Já fui simpatizante dessa corrente, um dia. Mas, consegui me libertar!

Isso poderia ser diferente desde que durante o decorrer das aulas os colegas tivessem dedicado quarenta e cinco por cento de atenção nas explicações dadas pelo professor. Não quero dizer com isso que sou um gênio! Longe de mim. Tenho minhas limitações – que por sinal são muitas – mais isso não me impede de fazer algumas observações.

Há dias postei aqui que alguns amigos comportam-se como se já fossem grandes “doutrinadores.” Na hora da prova é que conseguimos distinguir o joio do trigo. Foram dez questões dissertativas que, com certeza, tirou a paz de muitos. Comentou conosco o professor que após a prova ele recorda de praticamente dois alunos, o que obteve a melhor e a pior nota.

Nesse sentido, nunca fui lembrado. Bom, já são alguns minutos de um novo dia e minha cota de palavras já se esgotaram por hoje. Logo mais, das 8:00h às 11:00h teremos aula normalmente (é isso mesmo! Aula no sábado).



sexta-feira, 28 de maio de 2010

Férias escolares

Começou na noite passada minhas provas, Direito Administrativo já foi. Estava mesmo ansioso para que isso acontecesse logo. Isso atribuo no mínimo a três motivos, quais sejam: i) estar mais tempo com minha família; ii) vou ter mais tempo para dedicar-me às matérias que estou direcionando para um futuro concurso; iii) ler alguns livros.

Não quero dizer com isso que vou desligar-me das matérias específicas, mas entre uma leitura e outra, quero dedicar alguns minutos para ler alguns livros que faz muito tempo que pretendo lê-los. Antes, porém, vou estudar para a prova de Direito Processual Civil (sexta-feira); Penal (segunda-feira); Direito Civil (terça-feira), e, por fim, Direito Empresarial.

Após esse período, vou fazer uso do cronograma que preparei para as férias, ou seja, uma lista de livros que pretendo ler, a começar por esses:

O resto é silêncio – Erico Veríssimo; O Processo em evolução – Ada Pellegrini Grinover,
A justiça – France Farago/ traduzido por Maria Jose Pontieri.

Para ser sincero, não calculei o número de páginas que totalizam esses livros, considerando que o período de férias corresponde em torno de trinta e cinco dias, vou empenhar-me para conseguir esse feito.

Nesse sentido, sob o magistério do sempre atual Ruy Barbosa, em carta enviada aos formandos de 1920 da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo diz:

(…) “Ninguém, senhores meus, que empreenda uma jornada extraordinária, primeiro que meta o pé na estrada, se esquecerá de entrar em conta com as suas forças, por saber se a levarão ao cabo. Mas, na grande viagem, na viagem de trânsito deste a outro mundo, não há possa, ou não possa, não há querer, ou não querer. A vida não tem mais que duas portas: uma de entrar, pelo nascimento; outra de sair, pela morte. Ninguém, cabendo-lhe a vez, se poderá furtar à entrada. Ninguém, desde que entrou, em lhe chegando o turno, se conseguirá evadir à saída. E, de um ao outro extremo, vai o caminho, longo, ou breve, ninguém o sabe, entre cujos termos fatais se debate o homem, pesaroso de que entrasse, receoso da hora em que saia, cativo de um e outro mistério, que lhe confinam a passagem terrestre.”

Volto eu: vou fazer tudo isso com uma condição embora eu queira, mas, estou condicionado ao que me preparar O Arquiteto Do Universo!

“Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.” Tiago 4:14 (os grifos são meus).

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Direito dos animais

Se me perguntassem o que entendo por cultura diria que é “o conjunto complexo dos códigos e padrões que regulam a ação humana individual e coletiva, tal como se desenvolvem em uma sociedade ou grupo específico, e que se manifestam em praticamente todos os aspectos da vida: modos de sobrevivência, normas de comportamento, crenças, instituições, valores espirituais, criações materiais, etc.”

No entanto, respeitando a cultura de certos países tenho a dizer que, em muitos casos, isso acaba sendo confundido com selvageria. Países que se orgulham em dizer que são evoluídos mas na realidade mascaram sua própria ignorância. Milhares de pessoas se reúnem para assistir ao massacre de animais e, ao final, todos em pé aplaudem o morticínio. Será que lá o Poder Legislativo funciona? Responda, se quiser!

Dessa vez, o torturador assassino Julio Aparicio recebeu o troco na sexta-feira (21). Detalhe: já havia enfiado seis espadas na nuca do touro, quando tropeçou e, nesse momento, houve o revide e o touro (ressalva: por incrível que pareça, nesse caso, o animal que saiu bem mais ferido não foi o touro) o acertou no queixo.

Ao que parece, o toureiro assassino sentiu a dor que impôs a muitos touros. Era o primeiro touro da tarde, no primeiro dia de tourada em Las Ventas, estádio em Madri, o maior da Europa.

Ante essa breve crítica e com base na foto acima quero formular uma pergunta: qual das partes envolvidas nesse ocorrido deve levar o nome de animal? Um entre eles, diz a ciência ser dotado de inteligência.

Por falar em cultura, sou adepto à linha dos que preferem a cultura brasileira! Melhor expressando meu sentimento, cito uma estrofe do Hino Nacional:

TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU, BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Exemplo





(*) Gustavo Dudamel




Você que está lendo essa postagem nesse momento, peço para você dar uma lida nessa pequena frase que coloquei aí ao lado, no canto superior direito “pensamento da semana.” Feito isso, embasado nessa frase quero remetê-los a conhecer a história de uma pessoa que acreditou nisso e hoje faz a diferença.

Gustavo Dudamel nasceu e passou toda sua infância em seu país de origem – Venezuela – onde teve seu primeiro contato com o mundo da música. Morador de um dos bairros mais pobres do país, não desanimou diante daquilo que os seus olhos viam, pode-se dizer que ele “creu contra a esperança!”

Assim, está disponível aqui um texto que descreve pormenorizadamente a vida de um dos maiores maestros do mundo. Já para os que preferirem, achei um vídeo que, inclusive, mostra uma de suas várias apresentações à frente das melhores orquestras da atualidade, confira!


terça-feira, 25 de maio de 2010

Se Ela estivesse aqui

Do extremo leste da cidade de São Paulo, mais precisamente São Mateus, esse que ora vos subscreve viveu boa parte de sua infância. Um lugar onde o Poder Público fez questão de riscar do mapa. Para se ter ideia, levando em consideração o alto índice de criminalidade o IML levava até dez horas para atender os inúmeros casos em que eram solicitados. Enquanto isso, o sofrimento de algumas mães ao verem os corpos dos filhos estendidos (leia-se, mortos) que, em muitos casos, o vício ceifou. Em outros, foram alvo de preconceito só pelo fato de serem moradores periféricos!

Lá, reputa-se que a única lei que prevalece é a – numa linguagem coloquial – lei do “cão!” Um lugar onde ninguém acreditava em ninguém. Ela, porém, acreditava no único filho e, dentro das possibilidades, mantinha-me afastado das ruas. Tanto é que dizia-me que um dia mudaríamos para um lugar melhor e, assim, ela ficaria tranquila durante o período em que eu estivesse na escola. Seu sonho: que eu, de alguma forma, ostentasse um título de “dr.”. Falava-me, em sua simplicidade, que eu seria “adevogado.”

Foram muitas as vezes em que presenciei ela saindo às 5:00 horas de São Mateus ruma à Praça da Sé onde, de lá, seguiria para o bairro de Perdizes para trabalhar como doméstica retornando só às 20:00 horas. O primeiro desafio vencido por ela: mudamos para um bairro melhor. Quanto ao sonho, fatalmente, ela não pôde vê-lo realizado.

Se estivesse viva, estaria completando cinquenta e quatro anos. Muito embora, para mim, ela viverá eternamente (em meu coração). Em razão disso, devido esses dois anos e meio em que estou estudando diria:

Mamãe, falta pouco!




segunda-feira, 24 de maio de 2010

direto do Conjur




STF arquiva HC de jovem que cultivava maconha em casa




O ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, arquivou pedido de Habeas Corpus de Piero Rockenbach, condenado anos e dez meses de prisão por cultivar pés de maconha. Ele foi preso em Curitiba, na casa de seus pais, onde mantinha a planta.

No pedido, o advogado alegava que o jovem é primário, tem bons antecedentes, é formado em Turismo e fluente nas línguas inglesa e francesa. Além disso, em razão da abstinência de droga, o advogado revelava que seu cliente já teria tentado suicídio na prisão.

“A superação do teor da Súmula 691 desta Corte somente seria justificável no caso de flagrante teratologia, ilegalidade manifesta ou abuso de poder, situações nas quais não se enquadra a decisão impugnada”, disse o relator, ministro Ricardo Lewandowski, ao ressaltar que o caso não apresenta tais hipóteses, “aptas a justificar a superação do referido verbete”.

O ministro verificou que a relatora da matéria no STJ, ao indeferir o pedido, apreciou apenas os requisitos autorizadores para a concessão dessa medida excepcional, e concluiu pela inexistência deles. Assentou, também, a confusão existente entre a cautelar requerida e o mérito do pedido, o que inviabilizaria seu deferimento sob pena de contrariar jurisprudência daquela Corte Superior.

Segundo o ministro, é conveniente aguardar o pronunciamento definitivo da instância inferior (STJ), “não sendo a hipótese de se abrir, nesse momento, a via de exceção”. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.