“A justiça sustenta numa das mãos a balança que pesa o direito, e na outra, a espada de que se serve para o defender. A espada sem a balança é a força brutal; a balança sem a espada é a impotência do direito” - Rudolf Von Ihering



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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SÁBADO DE SOL


O dia não poderia ter começado melhor. Por volta das sete horas foi desperto pelo cantar dos pássaros e, de imediato, tomei um cafezinho e logo após me apoderei de um livro (Teoria Geral do Estado) pois não queria perder a oportunidade de ler naquele momento de extremo silêncio. O cantar dos pássaros não incomoda, pelo contrário, é um imenso privilégio poder contemplar tão grande maravilha.

Instantes depois de ter lido algumas páginas peguei meus apetrechos (camiseta, short, tênis e um par de meias) e segui rumo à estrada, onde permaneci por aproximadamente uma hora. O que na verdade fiz na estrada foi tão somente “correr”. Muitos preferem as academias. Eu, contrariamente, para esse tipo de esporte, prefiro sair ao ar livre e ser privilegiado pelas belas paisagens que a natureza nos proporciona.

Limitei o tempo (da atividade física “correr”) em aproximadamente uma hora considerando os inúmeros compromissos que ainda me aguardavam. A começar pelo trabalho que teve início às 11horas. É isso mesmo. Em pleno sábado trabalho das onze às dezessete horas. Tranquilo. Não posso e não devo ficar a lamentar-me em razão disso, existe coisas piores. Tais como: não poder trabalhar.

Ao Findar-se o turno de trabalho, enganam-se os que estiverem a pensar que retornei para casa almejando descansar, erraram, e muito. Dei uma rápida passada pela internet e também limitei o tempo de permanência em uma hora e meia. Uma pausa se fez necessária em razão do horário do jantar. Após uma chuveirada, jantei com os familiares e sem mais delongas me refugiei no quanto e, para encerrar o dia, mais leitura. Quando resolvi fixar os olhos no relógio, o sol já havia se posto. 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A RATOEIRA


Certa vez, um rato olhou pelo buraco da parede e ficou aterrorizado quando viu o fazendeiro armando uma ratoeira. O rato saiu correndo para comunicar aos outros animais. Quando avistou a galinha, ele disse: - cuidado com a ratoeira que o fazendeiro armou. Ela respondeu: - Mas isso não é problema meu, não me incomoda nem um pouco. O rato foi avisar o porco, mas ele disse que não podia fazer nada, pois não era problema seu. O rato foi, então, avisar a vaca sobre o perigo da ratoeira, mas pouco lhe deu atenção. Também não era problema dela. Naquela noite, a dona da casa foi à cozinha para ver se algum rato havia ficado preso pela ratoeira, mas como estava escuro ela não viu uma cobra venenosa que foi pega pela cauda, e a cobra a picou. A mulher adoeceu e, no dia seguinte, amanheceu com febre. Resolveram matar a galinha porque o doente geralmente sempre se recupera com uma boa canja. No fim de semana, muitos foram visitar a mulher doente e, para servi-lhes o almoço, o fazendeiro resolveu matar o porco. A mulher não melhorou, vindo a falecer. Tanta gente compareceu ao enterro que o fazendeiro foi obrigado a matar a vaca para poder alimentar todos os amigos que compareceram.
(AUTORIA DESCONHECIDA)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

VOLTA ÀS AULAS....


Os dias que estão antecedendo o início das aulas estão sendo por mim aguardado com muita ansiedade. Faltando pouco mais de sete dias para que isso aconteça, estou me preparando para enfrentar com muito mais dedicação e afinco o ano letivo de 2011.

Quem diria eu estar, em outras épocas, com esse desejo imenso em voltar à faculdade. Justificável: com o passar dos anos, não vejo a hora de terminar logo o curso e poder colocar em prática tudo que aprendi. O caminho ainda é longo. Previsão para o término do curso só no final de dois mil e doze.

Até lá, tenho muito que aprender com os ilustres professores, com os amigos e colegas de classe. Sinto falta daquele convívio, das constates disparidades na hora de formular e entregar trabalhos feitos em grupos. Penso que acabei por me tornar um escravo da rotina.

Acordar, ir ao trabalho e do trabalho para a faculdade. Cansativo porém acostumei tanto com essa sequência diária que, com apenas um mês de férias, já surgiram os primeiros sinais de que preciso retornar o mais rápido possível.   

Dentro desse período de descanso deu para atualizar algumas leituras que encontravam-se há tempo paradas. Feito isso e recuperadas as energias, hora de encarar mais um ano letivo. Então, vamos que vamos!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

DELITO INTELECTUAL


Pressionado a obter bons resultados ele acabou por decepcionar os seus por tão somente conseguir resultado inverso ao esperado. Vários foram os argumentos usados, objetivando, dessa forma, pelo menos apaziguar a fúria de seus pais, que investiram ilimitadamente para vê-lo sempre entre os melhores.

Os pais, que acreditavam estar ele frequentando regularmente as aulas, não alimentavam qualquer tipo de dúvida de que ele seria o orgulho da família quando concluísse o tão sonhado Curso de Direito. O que infelizmente os pais não sabiam era que ele passava boa parte dos dias da semana, em companhia dos “colegas”, nos famosos barzinhos próximos à faculdade.

Quando chegava a semana de provas, ele dispunha de uma técnica infalível (cola), que o auxiliava naqueles momentos que alguns estudantes, assim como ele, costumam chamar de “branco”. Dessa forma, pela habilidade que ele tinha em executar esse procedimento os professores nunca o pegaram em pleno ato delitivo.

Nesse ínterim passaram-se os cinco anos que são exigidos para bachalerar-se em Direito. Na festa de formatura, ele extravasou. Chegou a ponto de proferir um discurso improvisado em nome da classe (sem procuração) logo após algumas taças de vinho. Tudo bem. É festa mesmo.

Seus pais sempre confiantes. O primeiro desafio pós-formado seria nada mais nada menos que o Exame de Ordem da OAB. Ele prestou o primeiro; segundo, terceiro, quarto (décimo...) e não conseguiu aprovação. Só então ele percebeu que havia cometido, durante cinco anos, aquilo que podemos chamar de “DELITO INTELECTUAL!” 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Às vezes fico a pensar quão grande são as maravilhas que foram colocadas à nossa disposição. Olha o sol, por exemplo, ele continua a brilhar apesar de tanta barbaridade. Nossos olhos não se cansam de ver tantas catástrofes. Infelizmente, coisas lamentáveis acontecem.

Tragédia como essa ocorrida na região serrana carioca nos entristece e nos induz a refletir quão grande é a obra destruidora do homem sobre a natureza. Choro. Lamento. Desespero de quem perdeu tudo o que havia construído ao longo de uma vida de trabalho. Para esses, alegrai-vos. Tendo em vista que a vida lhes foi preservada.

Aos que partiram, fica, para os familiares... ( e para muitas outras pessoas), a lembrança, a dor da perda a saudade e também minha torcida para que dias melhores não tardem em vos alegrar novamente. Perdi uma pessoa que amava (e amo!) muito (Rosa Maria M. Ferreira, minha mãe) e sei como isso dói.

Dias após a morte de minha mãe, a dor ainda era insuportável, olhei naquela linda manhã e percebi que apesar do acontecido o sol estava a brilhar. Quedei por alguns minutos diante da nuvem de pensamentos que me envolveu.

O sol estava brilhando. Necessitei de mais uns poucos segundos para poder olhar para o alto e clamar: obrigado meu Deus! Pois concedeste-me mais um belo dia de sol e com ele novas possibilidades, novas maneiras de enxergar a vida. Maneiras que até então eu desconhecia.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

PALAVRAS QUE MORDEM

Palavras são somente palavras e nada mais. Enfim, o que são palavras? Transcrevo a definição do dicionário Michaelis: “conjunto de sons articulados, de uma ou mais sílabas, com uma significação.” As palavras têm o poder de, quando mal colocadas, tornarem-se verdadeiras “armas” mortíferas. Não sintonizo rádio AM há muitos anos, pois aquela voz esganiçada dos gritantes locutores me foi proibida por meu médico. Entretanto dia desses, no local onde trabalho, ao chegar à cozinha para tomar um café feito pela simpática Adriana fui surpreendido pelo fato de estar ela ouvindo um desses programas policiais. Aquelas palavras proferidas soaram para mim com uma mordida. Li uma crônica interessantíssima, escrita por Adauto Suannes, no sítio Migalhas Jurídicas, onde o autor aborda o assunto –palavras – de forma extremamente envolvente. Vale a leitura! (Clique aqui para ler)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Retorno às corridas

Manter a calma quando a situação não nos é favorável não parece tarefa fácil. Realmente não é. Pelo menos para mim. Admiro pessoas que se mantêm calmas ainda que o “mundo” esteja desabando sobre suas cabeças. Confesso que já fui bem mais equilibrado para suportar certas imprevisões que por vezes nos surgem. Hoje, devido o tempo que me é escasso, deixei de praticar algo que me faz muito bem e que me ajuda a manter a calma. Ou seja, atividade física.
Resultado dessa fase sedentária é o indesejável ganho de peso. Tenho muita facilidade em ganhar peso e uma dificuldade terrível em fazer qualquer tipo de regime alimentar. É obvio que, para queimar calorias e me manter dentro do peso desejável, só me restava se enquadrar em algum tipo de esporte, que me realizasse. Adaptei-me à corrida de rua e/ou pedestrianismo.
Em meados de 2000 iniciei nesse esporte permanecendo firme até o ano de 2007. Foram várias participações em corridas “famosas” espalhadas pelo Brasil. Entre as que participei está a MARATONA INTERNACIONAL DE SÃO PAULO (42k). Gastei quatro horas para vencer o trajeto.
Comecei a gostar tanto de correr que corria cinco dias por semana. Corria em torno de 01h30minhs por dia. Isso me proporcionava uma satisfação indescritível além de me manter calmo para resolver as adversidades do dia a dia. Como disse acima, o tempo não estava me permitindo mais realizar essa que, para mim, posso dizer, sem medo de errar, é uma excelente terapia.
Voltei, nessa sexta-feira (14/01), com o incentivo incondicional de minha esposa, àquela maravilha que é a corrida de rua. Fui recebido de braços abertos pelas estradas de terra por onde costumava correr. Que maravilha. Com isso, tenho por certo que, recuperarei meu peso ideal além de resolver o problema da tranquilidade. Convém mencionar que, afirmo, veementemente, que os benefícios ora alegados não estão embasados em orientações de profissionais. Trata-se, e isso é certo, única e exclusivamente de puro empirismo.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Nosso Rol Secreto de Arrependimentos

Com os constantes erros, quando queremos, internalizamos algumas lições que, por vezes, nos fazem crescer e nos tornam pessoas extremamente sensíveis. Ocorre que, para isso, temos que nos despojar desse “câncer” chamado orgulho, que em muitos casos não nos permite chegarmos ao máximo próximos à perfeição. Uma vez que perfeitos nunca seremos. Considerando que estamos em constante processo de aprendizado, onde tropeços e quedas são como o pão em nossa mesa. Acontece que, por assim dizer, muitos, devido à criação ou o péssimo hábito que adquiriram ao longo dessa passageira vida são ou se tornaram pessoas ricas em “arrogância”, “prepotência”, “insensibilidade” e outras coisas dessa mesma natureza. Outros, por outro lado, são pessoas que encantam e se tornam um referencial. Veja o exemplo do Juiz Rosivaldo Toscano Jr., que teve a hombridade de vir publicamente assumir seu erro. Confira:


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

DIA APÓS DIA ESTOU A OUVIR SUA VOZ ME CHAMAR...

Dia após dia estou a ouvir sua voz me chamar. Evitando passar novamente pelo que passei por te amar demais, decidi tapar meus ouvidos pois se continuar a ouvi-la tenho por certo que não resistirei e me entregarei a esse amor que me devora.

Dia após dia sonhava com seus carinhos em nossos momentos de extrema entrega incondicional ao amor. A entrega era tanta que nos fazia esquecer o tempo. No calor dos afagos, não importávamos com as consequências que isso poderia causa..., quem sabe uma possível dor.

Dia após dia foi impelido, por mim mesmo, a perseverar a cada milésimo de segundo para reconquistá-la. Uma vez que a ocasião que me fez perdê-la foi o fato de não saber amar com convém. Considerando que a perdi por não saber impor limites aos meus sentimentos.

Dia após dia propus que iria fazer um tremendo esforço para tentar esquecê-la. Isso angustiou-me deveras. Confesso que jamais conseguiria esse feito. Quando pensei que estava vagamente conseguindo tirá-la da mente e coração, eis que comecei ouvir sua voz me chamar...      

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Insubordinação

O futuro lhe seria promissor não fosse sua insubordinação. Por diversas vezes fizeram-lhe diversas advertências para que adotasse outra postura digna de pessoas dotadas de bom senso. O inverso do espero, por meio das advertências, foi o resultado colhido por aqueles que o admiravam.
Ele, por outro lado, não media esforços para permanecer no caminho que o conduziria para aquilo cujo aparência mais se parece com um imenso abismo. Recém formado, foi-lhe apresentado um nobre e generoso advogado, com vários anos de experiência no mundo jurídico.
O emprego lhe foi oferecido pelo causídico que, após a breve apresentação, simpatizou-se com o insubordinado. Três meses se passaram e a primeira decepção do causídico chegou logo após ele solicitar, ao insubordinado, que digitasse uma inicial e colocasse os artigos de lei inerentes ao caso.
Por força da boa educação e dos princípios que o causídico tanto prezava, chamou o insubordinado para uma rápida conversa e explicou-lhe que, na prática, difere, e muito, das teorias aprendidas durante os anos de universidade e, em razão disso, ele, o causídico, se referiu àqueles artigos de lei.

Não contente com as explicações do causídico o insubordinado fingiu aceitá-las. Não o fez, porém, quando a próxima oportunidade lhe apareceu. E, assim, contrariou as ordens do causídico novamente fazendo-lhe tomar medidas mais enérgicas objetivando não despedi-lo mais sim quebrar-lhe a insubordinação.

Notava, o causídico, que os disparates cometidos pelo insubordinado tornaram-se constantes e, assim, era necessário que alguma medida fosse tomada no sentido de que não mais houvesse motivo para que o causídico tivesse que conviver com aquela desagradável situação.

Teria que tomar uma decisão que poderia por fim ao sonho do insubordinado que, certamente, outro que não tivesse o mesmo caráter, sensibilidade, compreensão que o causídico em comento, teria logo posto fim a esse inconveniente.

Tomou, o causídico, a decisão de acabar com aquilo que não deveria ter começado. Somente as decisões arrojadas salvam as situações críticas.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Preconceito e suas ramificações...

Durante os anos de governo Lula, muitos artigos foram escritos por diversos colunistas dos mais variados jornais e revistas. Longos minutos tomaram conta dos telejornais. Na medida do possível, fiz questão de acompanhar para verificar o quão grande era (e continua!) o preconceito de alguns apresentadores, escritores e uns poucos pseudo-intelectuais de plantão, que não pouparam os mais sórdidos adjetivos para ridicularizá-lo. Porém, por falar em preconceito, é por demais oportuno mencionar o excelente artigo, escrito pelo magistrado Rosivaldo Toscano Junior, que de forma magnífica nos presenteia com o artigo “Lula, Elites e Preconceito.”(Leia aqui).      

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

......não diga que a batalha está perdida.....

As maravilhas que a vida nos oferece podem ser encontradas muitas vezes na escuridão dos problemas por nós enfrentados quase que diariamente. Ocorre, em diversos casos e situações, que não encontramos paciência, equilíbrio, racionalidade e coisas dessa mesma natureza. A visão da racionalidade, obscurecida pelos constantes infortúnios, nos impede de procurar saídas mesmo na escuridão.

Manter os pés em solo firme, quando as possibilidades frente ao possível fracasso tentam nos mostrar que as chances acabaram, que a escuridão aumenta a casa milésimo de segundo, tornando-nos, ou tentando nos tornar presas fáceis, vulneráveis, é nesse momento que devemos buscar forças para espremer esse limão e fazermos uma bela e doce limonada.

Ainda assim, seja qual for o motivo que nos impossibilitou de conquistarmos ou sairmos dessa escuridão nessa primeira tentativa, se conseguirmos focar que a vida é bela, que o tempo ruim vai passar, pois é só uma fase nessa transitória escuridão. De qualquer maneira, sempre é bom nos lembrar da bela música, interpretado por Raul Seixas: “não diga que a batalha está perdida, tenha fé em Deus tenha fé na vida, tente outra vez!”

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Férias... que maravilha

Coincidentemente estou de férias do trabalho e da universidade. Devido muitas ocupações que a vida nos propõe, acaba não sobrando tempo para fazer coisas simples, e que, por sinal, são as coisas que mais gosto de fazer. Tais como: ler um bom romance, ouvir uma boa música, passar mais tempo com a família.
Família, essa é uma coisa que gostaria de poder estar a cada segundo ao lado deles. Agora, para completar minha alegria, no mês passado, tive um (re)encontro emocionante com minha filha mais velha. Essa ocasião foi por demais gratificante uma vez que não a via há dezessete anos. (Saiba mais nessa postagem).
Para aumentar ainda mais a satisfação de estar de férias, esse ano, vou para as festas ao lado dos meus três filhos. Michele (18 anos); Taisa (17 anos) e Daniel (12 anos). Outro motivo ainda tenho para comemorar: terminadas as provas, tive aproveitamento além do previsto. Assim, sem medo de ser feliz, posso afirmar que em 2011 estarei no 4º ano do curso de Direito.
No entanto, o que mais me deixa sobremodo contente é o fato de poder contar com uma pessoa extremamente compreensiva ao meu lado e que me motiva a continuar, sempre, lutando para alcançar meus objetivos. Essa pessoa é minha fiel escudeira, esposa, amiga e, ao mesmo tempo, minha psicóloga (Luciane).
Afirmo, veementemente, que, com tantas coisas boas acontecendo nesse momento em minha vida, posso reputar que essas férias já estão confirmadas como uma das melhores e mais proveitosas. Férias... como é bom tê-las!  

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Imunização Racional

Ei, galera do curso de Direito da FAEF, enfim estamos de férias! É maravilhoso podermos fazer tudo o que durante o ano letivo não havia ou não sobrava tempo para se fazer. Agora, com o início das férias, estamos livres para fazermos o que desejarmos. Mas, cuidado...! Brincadeira. O importante é sabermos que a vida não se resume em um simples curso de processo penal, processo civil ou constitucional. Não, mil vezes não. A vida é mais. (Que beleza!) Vamos curtir.    

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Correria

Com a constante correria do dia a dia muitas das vezes nos esquecemos de dar a devida atenção a quem está muito próximos a nós e, por vezes, devido essa inobservância, acabamos por nos tornarmos insensíveis. Como bem observou o saudoso José Renato Nalini, em seu livro “Ética Profissional” que o insensível não difere em nada do homicida.

Muitos não conseguem digerir essa ideia que é a mais pura realidade. Quantas pessoas matamos com nossa omissão em não ouvi-las ou simplesmente em dizer um bom dia, um abraço, um sorriso. Que dizer, ainda, de nossa falta de escrúpulo quando tolhemos o direito de resposta a quem de direito.

Fiquei extremamente chocado, dia desses, quando vi, em um fórum do Estado de São Paulo, onde acompanhava um processo, um serventuário destratar grosseiramente uma advogada pelo fato de estar ele atarefado e se “negar” atente-la. Disse que naquele momento não seria possível fazer qualquer coisa para ajudá-la.

Os tempos são outros. Não sei se teria tido a mesma atitude que a nobre advogada teve em tão somente sair de cabeça baixa. Quem sabe se esse serventuário tivesse tido a sensibilidade em dizer “não” de forma não ríspida, o dia da advogada certamente seria outro. Ou seja: com esse gesto provavelmente o servidor público “matou” a esperança de uma ou de várias pessoas.

Essa é só uma entre muitas situações que eu/você nos deparamos todos os dias e que, como disse acima, o tempo escasso faz com que consciente ou inconscientemente ferimos um ou mais seres que necessitam somente de um pouco de compreensão.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Caminhos......

Estava eu pensando nos caminhos por mim já percorridos quando, subitamente, lembrei-me de que, muitos, percorridos de forma inusitada, levaram-me a sofrer além do previsto... Esqueci-me das orientações dadas pelos meus pais.
Se houvesse seguido tão importantes conselhos, hoje estaria escrevendo outros assuntos. Certamente muito mais fácies de serem abortados e que não me trariam tantos dissabores.
Uma coisa é certa: com as constantes investidas em direções que só me levaram ao mais profundo abismo, pude, ainda que com lágrimas, aprender algumas coisas que, certamente, farei o impossível para que os meus descendentes passem longe desses caminhos.
Embrutecido pelo desejo ardente em satisfazer meu próprio ego, ainda que para isso tivesse que passar por caminhos que, em sua maioria, composto por espinhos, ainda assim assumia o risco (e a dor!).
Disse-me um amigo: “a dor é uma das melhores formas de aprendizado.” Posso afirmar, veementemente, que no meu caso foi a única maneira de me fazer enxergar o caminho de volta.  
Hoje, quando através do olhar da imaginação começo refazer/percorrer o caminho que há anos me trouxe tantas decepções, posso agradecer por ter conseguido encontrar uma via de retorno, que permitisse que as mazelas e suas ramificações ficassem pelo caminho.    

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sentimentos.......

Uma onda gigantesca de sentimentos invadiu meu ser sem que eu autorizasse. Foram horas de meditação, objetivando conseguir encontrar uma saída/remédio para ao menos aliviar a dor que estes sentimentos me trouxeram. Olho o relógio e detecto que são 00h30min de um novo dia. Abro a porta e me ponho a contemplar as estrelas. Os minutos vão passando e a onda de sentimentos parece crescer a cada minuto.
Aquilo que priorizava minha mente na noite anterior já faz parte do passado. Imponho mais alguns instantes estático diante do imenso e belo céu. Lembro-me do que está escrito no Salmo 19:1 “OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” Obviamente que após lembrar-me disso, notei quão pequenos eram aqueles sentimentos.
Saio da posição estática a qual me encontrava e retorno para dentro de casa. Abro um livro (antologia poética: Carlos Drummond de Andrade) e começo a foliá-lo e me deparo com o seguinte verso:
MEMÓRIA:
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido  
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que linda,
essas ficarão.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Bandido bom é bandido morto desde o berço? por Rosivaldo Toscano Jr.


Esta semana fomos tomados pelo furor da mídia. Em todos os veículos de comunicação a invasão das favelas no Rio. Milhares de policiais subindo aquele território inóspito, temido (odiado?) e desconhecido das classes média e alta. Lá em cima, centenas de “bandidos” fugindo morro acima, em busca da mata selvagem que os guarneceria das forças policiais (uma amiga me perguntou por que a polícia não os metralhou do helicóptero). A tevê fez uma cobertura bem ao estilo dos antigos filmes de faroeste – com a cavalaria vindo para aniquilar os selvagens e restaurar a paz dos bons colonizadores. Seria a “retomada” das favelas pelo Poder Público. 
Acompanhei pelo Twitter - legítima voz da diminuta parcela da população que constitui o topo da pirâmide social – manifestações de apoio e palavras de ordem em prol da ação policial. Vivas à entrada das forças armadas na ação. Frases do tipo “bandido bom é bandido morto” reverberaram pelo microblog. Couberam-me então algumas reflexões.
Antes de tudo, essa cobertura da mídia não traz – até porque não é do seu interesse trazê-lo – uma contextualização e uma historicidade do problema das favelas em nosso país. Suas causas.
A favelização é fruto do alheiamento histórico do Estado às camadas mais pobres. A ausência de uma política de habitação voltada para os mais carentes – aliada à ausência de meios de transporte coletivo, de educação e de saúde de qualidade na periferia – produziu o crescimento da favelização e das submoradias nas proximidades das zonas elitizadas.
Simbólica e falaciosa, assim, é a expressão “retomada das favelas pelo Estado, através da polícia”. Não se pode retomar o que nunca esteve presente. O Estado as ignorou por décadas. 
As favelas são um claro exemplo da nossa gritante desigualdade social, a despeito do fato de que a Constituição apregoa como um dos objetivos da República erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais (art. 3º, III, da CF). E o discurso hegemônico ainda culpa os vitimados que residem nos morros – como se os favelados lá estivessem por pura teimosia ou malícia mesmo. 
Outra reflexão que faço diz respeito ao uso de um outro significante: “bandido”. Se bem observarmos, essa palavra tem uma alta carga preconceituosa. Nunca a utilizamos quando estamos a tratar de pessoas do nosso círculo social que cometem infrações penais – ainda que tais condutas causem um prejuízo inúmeras vezes maior. A pose e a posse (de bens e de status social) os imuniza. Nos identificamos com os que nos são parecidos ou de nosso convívio social. É difícil olhar para dentro... 
O bandido (ou marginal) é definido, assim, bem ao estilo lombrosiano: indivíduo diferente, pobre, geralmente mestiço ou negro, tatuado, de gírias próprias e de baixo grau de instrução, geralmente associado aos crimes contra o patrimônio ou ao uso/tráfico de drogas.
Fixado o estigma, o “bandido” é desumanizado. E pouco importa (até porque seria revelador e chocante demais percebê-lo sob a ótica do excluído) seu passado – a falta de oportunidades, de educação, de saúde, de lazer, de perspectivas – é o outsider, o diferente – o inimigo irrecuperável a ser perseguido e exemplarmente punido. Aquele que ameaça a paz dos bons. É mais fácil rotulá-lo e cobrar punição exemplar – quando não a pena capital sumária: renda-se ou (de preferência) morra! E a morte será o resgate da nossa justa tranquilidade por eles usurpada.
Assim, operações como a que assistimos no Rio de Janeiro combatem uma situação degradante existente, mas somente em suas consequências. O verdadeiro mal permanece lá: nossa desigualdade social absurda (o Brasil, num ranking de 175 países, ficou em 167º lugar) e a falta de oportunidades e de perspectivas a milhões de jovens carentes. O Estado Social tem que se fazer presente  pra valer nos grotões pobres, onde vivem os marginais (que estão à margem da sociedade de consumo). O Estado Polícia (e os inúmeros abusos que ele comete) lá todos conhecem muito bem. Senão, tudo voltará ao mesmo em poucos meses.
Assim, aos que bradam morte aos “bandidos” da favela, pergunto: em termos de impunidade e em escala de valores dos crimes, tem mais bandido na Rocinha ou na Barra?
E aos que bradam “bandido bom é bandido morto”, completo a frase. Bandido bom é bandido morto desde o berço: com boa educação, saúde, lazer e oportunidades de vida desde bebê. 
Matemos a causa!


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Em defesa do meio ambiente

Querido Jesus;

“precisas ver o que temos feito com esta terra, na qual Teu Pai criou vida – e vida inteligente! Nossa ambição de lucro polui rios e mares, queima florestas, exaure o solo, resseca mananciais, extingue espécies marítimas, aéreas e terrestres, altera os ciclos das estações e envenena a atmosfera. Gaia se vinga, concretizando-nos, reduzindo as defesas de nosso organismo, castigando-nos com a fúria dos tornados, tufões, terremotos, com frio e calor intensos.”
BETTO, em Folha de S. Paulo, 24.12.1998. cad. 1, p. 3.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Semana de provas e trabalhos

Estou em plena semana de provas e trabalhos acadêmicos motivos pelos quais não está sendo possível atualizar o blog com freqüência. No entanto, estou preparando um relato muito emocionante, que versa sobre meu encontro após dezoitos anos com minha filha mais velha. Farei o possível para postar amanhã.