“A justiça sustenta numa das mãos a balança que pesa o direito, e na outra, a espada de que se serve para o defender. A espada sem a balança é a força brutal; a balança sem a espada é a impotência do direito” - Rudolf Von Ihering



sábado, 28 de agosto de 2010

Efeitos da arrogância

“A arrogância, assim como o orgulho e a soberba, é como uma máscara para o ser humano. Quem se coloca nessa posição quer esconder algum tipo de dificuldade, como insegurança, carência, ou até mesmo narcisismo, uma necessidade de ser admirado e respeitado. É um comportamento artificial.” 

Um comentário:

direitoeoutrasconversas disse...

Viver em sociedade invariavelmente leva seus integrantes a assumirem papéis. É difícil se falar em comportamento natural, mormente se considerarmos que tudo o que se faz, de alguma forma, já realizado antes. É claro que cada um deixa a sua marca. Talvez a isto é o que se chame de originalidade. Respeito e admiração são necessidades humanas e ninguém, por mais humilde que seja, abre mão deles. Quanto à admiração, releva consignar que não se restringe apenas ao mero querer, ela tem de ser conquistada. Não há um ponto final para as idéias e o fato de reconhecer os fenômenos e questioná-los afigura-se um importante passo para entender vários outros aspectos da existência. Por outro lado, figuras que, "prima facie", se apresentam soberbas e orgulhosas podem servir de paradigmas negativos e, nesse sentido, contribuem para o nosso desenvolvimento pessoal. Só existe o belo porque alguém formulou o juízo do feio, o qual é concebido em oposição àquele. A título de sugestão, indico um filmo muito bom, do diretor Paul Haggis, Crash, no limite. Ali o diretor, de forma muito interessante, apresenta várias situações em que o mesmo indivíduo é capaz de atos reprováveis, em um instante, e de generosidade, noutros momentos.
Um grande abraço

David C. Baracho